Estava acima, no teto, a espreitar-me.
Monstro azul, enorme: - confesso, tinha medo.
E Isso ai, que engolira meu sono e sossego
Zumbia com desdém e vingança, a circular-me.
E circularmente, subia e descia, e pousava
sobre o teto em que ela dominava e,
a cada elipse, sinuava-se em um pouso provocante
e provocava meus nervos: parte dissecante.
E num pouso extraordinário, depositou
em meu corpo áspero, uns ovos ao acaso
e como quem confia, voou e esqueceu do fato.
Mal saberia ela, que em mim depositava as
esperanças futuras, de um dia, eu morto,
renascer nos ossos e vísceras, um bicho desse novo.
domingo, 22 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma prostituta
Doa a todos a sua virilidade e só pede em troca,
alguns trocos. O que pode siguinificar pouco...
Passa a ser muito para uma massa, para um todo.
Para ela, ser o que É, é só para alguns seletos.
Seu corpo causa tanta ostenta, que alcooliza,
causa fome, fadiga e no fundo conformiza...
É perversa para os que não a consomem.
Ah! Senhores, oportunidade tem poucos homens.
Busca-se então outra possibilidade...
Um vigor tal, não pode ser assim, tão selvagem.
Domar e sugar seu seio murcho e farto.
É para ser prazer de todos, isso, amigos, é fato.
Explora-la, consumi-la, aproveita-la, não basta.
A ela paga-se uma chance e a espera numa fila.
alguns trocos. O que pode siguinificar pouco...
Passa a ser muito para uma massa, para um todo.
Para ela, ser o que É, é só para alguns seletos.
Seu corpo causa tanta ostenta, que alcooliza,
causa fome, fadiga e no fundo conformiza...
É perversa para os que não a consomem.
Ah! Senhores, oportunidade tem poucos homens.
Busca-se então outra possibilidade...
Um vigor tal, não pode ser assim, tão selvagem.
Domar e sugar seu seio murcho e farto.
É para ser prazer de todos, isso, amigos, é fato.
Explora-la, consumi-la, aproveita-la, não basta.
A ela paga-se uma chance e a espera numa fila.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Ao suicida

Forca, balas, afogamento, precipícios... martelo.
Inúmeras ferramentas para concretizar teu gesto.
Para esse feito é necessário dois pontos virtuais
e metafisicos motivos, diversos fatores causais.
Há quem diga que teu desejo nada justifica.
Justifica a fadiga e o mal que carregaste em vida:
esse peso que em vão arrastou-se moribundo
em sequelas triste se depreciou... ficou nulo.
Será claro, na tangencia de sua virtuosidade,
o objeto concretizador desse latente ensejo
Um revolver, uma faca, uma corda... crueldade.
Impulsionado por um ato encorajadissimo...
E no inconciente de quem fica: uma gota trágica...
Na carta deixada, o sangue coalho e um profundo egoísmo.
Há quem diga que teu desejo nada justifica.
Justifica a fadiga e o mal que carregaste em vida:
esse peso que em vão arrastou-se moribundo
em sequelas triste se depreciou... ficou nulo.
Será claro, na tangencia de sua virtuosidade,
o objeto concretizador desse latente ensejo
Um revolver, uma faca, uma corda... crueldade.
Impulsionado por um ato encorajadissimo...
E no inconciente de quem fica: uma gota trágica...
Na carta deixada, o sangue coalho e um profundo egoísmo.
domingo, 27 de setembro de 2009
Ao odor das coisas
De tudo se sentia um cheiro peculiar
e foi registrado na epigenese à memória
uma combinada coleção "viscosa" de ar
e disso expeli e absorvi, se não, sucumbiria.
Lembro-me de substancias extensas:
um esgoto, um jardim... a oxigenese austral.
A Asmática influencia de tais lembranças
Registradas no hipocampo desse cérebro fetal.
Na vida há um Odor Belial superexcitador
de quem um dia possuiu um olfato de infante.
E sussurro revelando um futuro estimulador:
- Deixo vivo em odores o que causa delírio.
Aos meus filhos, eu podre a feder... assimilando
à tristeza do caixão ao cheiro reconfortante dos Lirios.
e foi registrado na epigenese à memória
uma combinada coleção "viscosa" de ar
e disso expeli e absorvi, se não, sucumbiria.
Lembro-me de substancias extensas:
um esgoto, um jardim... a oxigenese austral.
A Asmática influencia de tais lembranças
Registradas no hipocampo desse cérebro fetal.
Na vida há um Odor Belial superexcitador
de quem um dia possuiu um olfato de infante.
E sussurro revelando um futuro estimulador:
- Deixo vivo em odores o que causa delírio.
Aos meus filhos, eu podre a feder... assimilando
à tristeza do caixão ao cheiro reconfortante dos Lirios.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A pureza (Nietzsche)

É da moral precária que se alimenta o mundo.
foi dito na caverna, que o instinto esta em desuso.
é uma selvageria só, essa fétida décadence.
o homem, nessa moral: o niilismo em que se prende.
Jaz em fim, o antigo "instinto de rebanho".
Os desgarrados, caem no abismo, e eu, os acompanho.
mas a margem da sabedoria suja, emerge...
os puros - nem bem, nem mal - Übermensch!
Notas?... - Estamos reduzidos a números.
e com a fatal decadência de teus membros.
há de brotar um Ser máximo, um ser puro.
A Verdade não mais será de quem mente.
Espero dormindo, e despertarei nesse dia augusto,
em que o homem será alem, será ele mesmo; o mundo.
Darlan Delarge.
sábado, 8 de agosto de 2009
A infância
Em meu peito trágico, põe-se a bater
o instinto tranquilo de um infante.
Ah! esse pálido encéfalo a acender
com a alegria de passados instantes.
Tranquilo, numa paz oculta sem saber.
Lembro, era assim que o mundo deveria ser:
puro, inocente, virginal e pandega.
Há fome independente do que se coma.
Na nostalgia do meu incurável ser, aparecia,
Precoce conclusão. No reumático estalo de ossos
A velhice como castigo de um cardíaco coração.
É espantoso como no fim somos todos, assim,
Pele e osso, compondo uma infeliz totalidade:
Doença e Alegria corroendo, e isso, chamamos: saudade.
o instinto tranquilo de um infante.
Ah! esse pálido encéfalo a acender
com a alegria de passados instantes.
Tranquilo, numa paz oculta sem saber.
Lembro, era assim que o mundo deveria ser:
puro, inocente, virginal e pandega.
Há fome independente do que se coma.
Na nostalgia do meu incurável ser, aparecia,
Precoce conclusão. No reumático estalo de ossos
A velhice como castigo de um cardíaco coração.
É espantoso como no fim somos todos, assim,
Pele e osso, compondo uma infeliz totalidade:
Doença e Alegria corroendo, e isso, chamamos: saudade.
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