Caiu. Acordou como um novo ser em parte,
Tornou-se parte da imprudência incontestável do chão
atraído por gravidade: newtoniano desastre.
D'Um mártir! Eu, amigo, desconheci tal coração.
Levantou. Superando o assoalho de pedra erguendo-se então
Com a força sobre natural do organismo,
sobre sepulcros aéreos, de duvida enchendo as mãos.
Alheio, movo as lágrimas num Triste mecanicismo.
Argonauta. Assentado ao som do Silêncio ao pé do viaduto,
vislumbrou o voo, num delírio de Defunto,
abraçou a Esperança, - coisa que não sustento em Luto.-
desejou virar memória, assim, como moribundo.
________________________________________
*Assentado ao pé do silencio ao som de "Come together"
Vislumbrando o voo, num delírio: coisa secreta
abraçou a esperança, como a criança a um adulto
desejou virar memória, em vez de só mais um no mundo.
E voou para o infinito como Morrison, ou Ian Curt,
Permaneceu como infindável Defaut.
É isso, meu velho, como no amanhecer á bela tarde vazia.
final, foi como essa luz que tu metafisicamente tornar-se poesia.
*parte acrescentada e alterada do poema para um sarau
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Vitória de Santo Antão
Da Geografia
Ondulada, um Caos de formas, deformada...
Grama de esverdeada secura, porem bela
Terra potente de belas gramineas aereas.
Fertilisada por passagens de águas juninas.
Nessa terra onde o massapê é mais extenço,
Nasceu d'um parto generico outras especies
que hoje disperça-se de sua mãe, desapropriadas
aqui, a terra é farta, em vegetações bem aproveitada.
(inacabado)
Ondulada, um Caos de formas, deformada...
Grama de esverdeada secura, porem bela
Terra potente de belas gramineas aereas.
Fertilisada por passagens de águas juninas.
Nessa terra onde o massapê é mais extenço,
Nasceu d'um parto generico outras especies
que hoje disperça-se de sua mãe, desapropriadas
aqui, a terra é farta, em vegetações bem aproveitada.
(inacabado)
III (ou Dos Tempos que virão)
Estava escrito e mal percebemos:
Entre passagens de pessoas e tempos,
estava na radiação térmica desse invento,
entre espaços de dimensões, complexas.
Bom saber que nada é sempre:
Nem o tempo é sempre, ele acaba.
Acaba para recomeçar novamente,
e novamente terminar a hora recomeçada.
Feliz por ser eterno, somos sempre recomeço,
um sim de sobrevivência, singelo.
Na ausência de saudade, fico triste, confesso.
É sentindo este alarde que te vendo recomeço.
E sabendo que nunca mais ficarei triste:
Seremos infindáveis perspectivas, seremos três:
E não terá espaço vago, só a saudade, a vontade...
No inicio, no meio, no fim e na Finalidade.
Entre passagens de pessoas e tempos,
estava na radiação térmica desse invento,
entre espaços de dimensões, complexas.
Bom saber que nada é sempre:
Nem o tempo é sempre, ele acaba.
Acaba para recomeçar novamente,
e novamente terminar a hora recomeçada.
Feliz por ser eterno, somos sempre recomeço,
um sim de sobrevivência, singelo.
Na ausência de saudade, fico triste, confesso.
É sentindo este alarde que te vendo recomeço.
E sabendo que nunca mais ficarei triste:
Seremos infindáveis perspectivas, seremos três:
E não terá espaço vago, só a saudade, a vontade...
No inicio, no meio, no fim e na Finalidade.
sábado, 1 de dezembro de 2007
II (Antes de estar longe)
É como velhice estancada, no compasso
Traços demarcados num conjunto simbiótico
é parte de mim como antibiótico
é o que permanece vivaz e sádico
Mas o desleixo, compassivo...
Transforma, nos deixando corrosivos.
Quem dera desatar todo o tempo
e sermos novamente singelo invento.
Tratar da memória, coisa que estertora...
Vingar-se do destino, coisa que é errada
Foi pela simbiose de nossos tempos
que este ser intocável trabalhava.
E é assim, como quem respira...
A facilidade de manter-se em equilíbrio
a busca de manter empregado esse destino.
somos inventados, entrelaçados, e algo mais.
Antes de estar longe, morrerei duas vezes:
por depois de enterrado, decomposto e fecundo.
ficando distante de qualquer coisa que seja tua,
e próximo da eterna saudade... Em Altivez.
Traços demarcados num conjunto simbiótico
é parte de mim como antibiótico
é o que permanece vivaz e sádico
Mas o desleixo, compassivo...
Transforma, nos deixando corrosivos.
Quem dera desatar todo o tempo
e sermos novamente singelo invento.
Tratar da memória, coisa que estertora...
Vingar-se do destino, coisa que é errada
Foi pela simbiose de nossos tempos
que este ser intocável trabalhava.
E é assim, como quem respira...
A facilidade de manter-se em equilíbrio
a busca de manter empregado esse destino.
somos inventados, entrelaçados, e algo mais.
Antes de estar longe, morrerei duas vezes:
por depois de enterrado, decomposto e fecundo.
ficando distante de qualquer coisa que seja tua,
e próximo da eterna saudade... Em Altivez.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Do copo ás prostitutas
A alma e a carne fazem parte do mesmo destino
É nisso que se transforma o homem: estomago e sexo,
e vísceras, unidades pulsantes desse complexo.
E nesse conjunto compõe a alma esse intestino.
É isso que te torna cadáver: o estômago, a alma
E os pulmões, e esse amor asmático, placebo.
E na figura tremula de teus nervos, percebo
a imagem incontestável de teu câncer.
É contestado em laudos que tua doença
não tem cura, foi na usura que tornas te
irremediavelmente incapacitado.
Foi assim: entre alcoólatras e prostitutas
que surgiu em ti essa imagem absurda.
Nas vísceras, no copo e no cadáver.
É nisso que se transforma o homem: estomago e sexo,
e vísceras, unidades pulsantes desse complexo.
E nesse conjunto compõe a alma esse intestino.
É isso que te torna cadáver: o estômago, a alma
E os pulmões, e esse amor asmático, placebo.
E na figura tremula de teus nervos, percebo
a imagem incontestável de teu câncer.
É contestado em laudos que tua doença
não tem cura, foi na usura que tornas te
irremediavelmente incapacitado.
Foi assim: entre alcoólatras e prostitutas
que surgiu em ti essa imagem absurda.
Nas vísceras, no copo e no cadáver.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Palavras pobres
Tenho esquecido meus principios,
minha memoria ja não funciona mas
como era antes...
Tenho esquecido qualquer coisa
que me fizesse santo
Agora sou pecado, você me tornou pecado...
Graças a você
sou o que sou...
graças a você.
minha memoria ja não funciona mas
como era antes...
Tenho esquecido qualquer coisa
que me fizesse santo
Agora sou pecado, você me tornou pecado...
Graças a você
sou o que sou...
graças a você.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
I (Perspectiva)
Não é pela falta de perspectiva
Não te imponho datas, nem tempos.
Quero te tornar métrica, meu invento.
É teu cheiro que determina o tempo.
Tua ossatura é o meu apego, destino.
Mesmo que este seja diminuto, infinito.
Mesmo por um curto tempo, um gemido.
- Fazes parte do meu instinto -
Cubra de conforto teu corpo austero,
Pandega é minha ventura que te ostenta
Queremos ser como esse invento:
Ponteiro que gira e cruza com si mesmo.
É no ósculo que cruzamos nossa saliva,
e gira em nós a vontade de vida e, aumentamos
Sem saber tal perspectiva: esse tempo inventado.
Somos nós componentes do tempo: ponteiros.
E nesse tempo infinito, interminável,
que te transformo em meu afago.
Meu apreço, meu endereço. Seremos como
o tempo quiser: como esse invento.
Não te imponho datas, nem tempos.
Quero te tornar métrica, meu invento.
É teu cheiro que determina o tempo.
Tua ossatura é o meu apego, destino.
Mesmo que este seja diminuto, infinito.
Mesmo por um curto tempo, um gemido.
- Fazes parte do meu instinto -
Cubra de conforto teu corpo austero,
Pandega é minha ventura que te ostenta
Queremos ser como esse invento:
Ponteiro que gira e cruza com si mesmo.
É no ósculo que cruzamos nossa saliva,
e gira em nós a vontade de vida e, aumentamos
Sem saber tal perspectiva: esse tempo inventado.
Somos nós componentes do tempo: ponteiros.
E nesse tempo infinito, interminável,
que te transformo em meu afago.
Meu apreço, meu endereço. Seremos como
o tempo quiser: como esse invento.
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