sábado, 28 de fevereiro de 2009

A um amigo

Caiu. Acordou como um novo ser em parte,
Tornou-se parte da imprudência incontestável do chão
atraído por gravidade: newtoniano desastre.
D'Um mártir! Eu, amigo, desconheci tal coração.

Levantou. Superando o assoalho de pedra erguendo-se então
Com a força sobre natural do organismo,
sobre sepulcros aéreos, de duvida enchendo as mãos.
Alheio, movo as lágrimas num Triste mecanicismo.

Argonauta. Assentado ao som do Silêncio ao pé do viaduto,
vislumbrou o voo, num delírio de Defunto,
abraçou a Esperança, - coisa que não sustento em Luto.-
desejou virar memória, assim, como moribundo.
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*Assentado ao pé do silencio ao som de "Come together"
Vislumbrando o voo, num delírio: coisa secreta
abraçou a esperança, como a criança a um adulto
desejou virar memória, em vez de só mais um no mundo.

E voou para o infinito como Morrison, ou Ian Curt,
Permaneceu como infindável Defaut.
É isso, meu velho, como no amanhecer á bela tarde vazia.
final, foi como essa luz que tu metafisicamente tornar-se poesia.

*parte acrescentada e alterada do poema para um sarau

3 comentários:

Maria Cleide disse...

menino. no dia do meu niver. isso. tu podia ter feito um pra mim né? xD
próximo ano eu quero. :D

:*

Elmo da Vinci disse...

Agora, o grito que o
Levanta;
A ilusão o
Desola;
O tédio o
Cansa;
E o pranto nos
Consola...

(elmo da vinci)

luann disse...

muito ffooooooooooodda!