sexta-feira, 2 de novembro de 2007

I (Perspectiva)

Não é pela falta de perspectiva
Não te imponho datas, nem tempos.
Quero te tornar métrica, meu invento.
É teu cheiro que determina o tempo.

Tua ossatura é o meu apego, destino.
Mesmo que este seja diminuto, infinito.
Mesmo por um curto tempo, um gemido.
- Fazes parte do meu instinto -

Cubra de conforto teu corpo austero,
Pandega é minha ventura que te ostenta
Queremos ser como esse invento:
Ponteiro que gira e cruza com si mesmo.

É no ósculo que cruzamos nossa saliva,
e gira em nós a vontade de vida e, aumentamos
Sem saber tal perspectiva: esse tempo inventado.
Somos nós componentes do tempo: ponteiros.

E nesse tempo infinito, interminável,
que te transformo em meu afago.
Meu apreço, meu endereço. Seremos como
o tempo quiser: como esse invento.

2 comentários:

Betania disse...

oi amor,nao sei como mas vc conseguiu está nos meus pensamentos mais q eu.

Betania disse...

Meu apreço meu endereço...talvez vc ache q sou exagerada,mas vc fez a transmissão perfeita entre uma alma e outra.Entrou no profundo íntimo meu e no de qualquer pessoa q ler.palavras muito bem colocadas,usadas de maneira provocante e ao mesmo tempo,dócil.como vc é.MARAVILHOSO...PERFEITO!